quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Dicas da Dirce: Etiqueta e Bom Senso em Família

Dicas da Dirce: Etiqueta e Bom Senso em Família: As festas de final de ano estão chegando e sempre é bom umas dicas dessas para ficarmos preparadas(os). Família você...

Etiqueta e Bom Senso em Família

As festas de final de ano estão chegando e sempre é bom umas dicas dessas para ficarmos preparadas(os).




Família você não escolhe, já nasce nela. Lidar com as relações familiares é delicado e complicado. Uma certa dose de compreensão e muita diplomacia certamente vão lhe ajudar a superar alguns momentos em que gostaria, na verdade, de pular no pescoço e gritar.

Entre cunhadas muitas vezes existe uma certa competição. Se a sua age dessa forma evite o confronto direto. Se ela insiste em levar o sobrinho pequeno para suas festas, consiga um lugar onde ela possa deixar a criança.
Muita criança brincando, acaba em confusão. Tente conversar com seus filhos sempre para que evitem briga com os primos. Porém, se a briga acontecer, separe as crianças, contemporize a situação e apóie seu filho mas não humilhe a outra e sim converse mostrando o quanto magoou. Afinal nessas horas ninguém sabe mesmo quem começou.
Datas comemorativas é sempre um motivo para as famílias se reunirem. Mas ninguém deve se sentir obrigado a isso. Ao se deparar com uma situação dessas, a melhor opção é declinar educadamente do convite explicando que preferem outro tipo de comemoração ou que vão se juntar a amigos etc.
Adolescentes são sempre reticentes na hora de juntar amigos e família como em festas de aniversário. Tente conversar com seu filho, deixe que ele planeje seu aniversário, escolha o tipo de festa e o que vai servir.

Ao convidar os parentes, explique que será uma festa jovem, para que estes não criem expectativas. Escolha um local onde os adultos poderão ficar mais à vontade, e deixe a festa rolar.
As famílias mudaram muito, casais se separam e formam novas famílias e estas convivem entre si. Se você vive esta situação, o melhor é tentar ser o mais civilizado possível, mas evite muita intimidade com a nova esposa de seu ex.

Lembre sempre de que a perfeição não existe e toda família é assim mesmo.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Cinco fatos sobre irmãos



Entenda como o relacionamento entre irmãos, seja ele bom ou ruim, influencia na formação da personalidade das crianças


Pesquisas realizadas nos últimos anos evidenciaram o que caracteriza e revela a dinâmica entre aqueles que são e têm irmãos, além dos genes em comum. Se os seus filhos vivem se atormentando, saiba que até as briguinhas entre eles têm efeitos positivos: o conflito entre irmãos amplia as habilidades sociais e ajuda no desenvolvimento emocional.

De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, o livro inova ao propor o relacionamento entre irmãos como um fator primário para a formação da personalidade de todos aqueles obrigados a dividir algumas coisas na vida em família – do último pedaço de bolo de chocolate ao brinquedo preferido. Antes, os principais focos das pesquisas sobre os fatores determinantes da personalidade giravam em torno dos pais, do DNA e de fatores socioeconômicos.

“Nossos cônjuges chegam comparativamente tarde em nossas vidas; nossos pais eventualmente nos deixam. Nossos irmãos podem ser as únicas pessoas que realmente se qualificam como parceiros para a vida”, escreveu Kluger. Por isso, separamos cinco fatos sobre a experiência de ter irmãos. Conheça-os abaixo e saiba o que especialistas dizem a respeito.

1. Manter um relacionamento próximo com os irmãos faz bem à saúde

Uma pesquisa da Universidade de Harvard com homens na terceira idade constatou que, dentre os 173 participantes, ter tido uma proximidade com os irmãos na época de faculdade estava intensamente ligado à boa saúde emocional.

De acordo com Ivete Gattás, psiquiatra da infância e adolescência da Unifesp, ter relações de confiança e segurança no início da vida e na fase adulta é mesmo um fator de proteção para possíveis transtornos mentais. Mas isso não precisa acontecer somente entre irmãos. “Pode ser com um amigo muito íntimo ou um parente, desde que haja uma relação estreita”, diz.

Para a psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em terapia familiar e de casal, um irmão pode servir para dividir tudo o que for necessário: de conquistas a problemas. “Em determinada fase da vida, os filhos precisam cuidar dos pais. Se você não tem irmãos, acaba ficando tudo em cima de uma pessoa só”, diz. No futuro, o apoio de um irmão também pode tornar a perda dos pais menos dura. Há coisas, afinal, que só os irmãos podem entender – e, por terem vivido tanto juntos, podem compartilhar a mesma dor.

2. Irmãos mais velhos são tão influentes quanto os pais

Segundo a pesquisadora Laurie Krammer, professora de Estudos Aplicados da Família da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, os irmãos menores podem sofrer uma influência considerável dos mais velhos que, em muitos casos, têm um papel de “agentes da socialização”. São eles, portanto, que irão influenciar o comportamento do pequeno nas situações fora de casa, como na escola ou com os amigos.

Para Ivete Gattás, os mais velhos realmente irão servir de modelo para os mais novos quando os pais não estão. Por outro lado, para Marina Vasconcellos, tudo depende de como eles se dão. “Se um irmão mais novo vai a uma festa com o mais velho, eles podem tanto ser cúmplices um do outro como podem ir a contragosto”, comenta.

Após manter contato com 395 famílias com mais de um filho, a professora e pesquisadora Laura Padilla-Walker, da Universidade Brigham Young, em Utah, constatou que ser próximo a um irmão ou irmã, além de promover generosidade e gentileza nas atitudes de uma criança, pode também servir de proteção para sentimentos como medo e solidão durante a adolescência. As meninas, especificamente, 

possuem um papel mais forte nesta hora, por tenderem a ser mais comunicativas que os meninos.

Ivete Gattás faz uma ressalva e alerta os pais que, às vezes, alimentam a competição e a rivalidade entre os filhos, mesmo sem querer, destruindo este laço e o apoio possível. “Essa relação irá depender da personalidade de cada um e de como os pais organizam a relação entre os filhos”, diz.
4. A rivalidade e as brigas entre irmãos podem ter, sim, pontos positivos

Um estudo da Universidade de Cambridge, nos Estados Unidos, examinou durante cinco anos o desenvolvimento cognitivo e social de 140 crianças entre dois e seis anos. As descobertas foram parar no livro “Social Understading and Social Lives” (“Compreensão social e vidas sociais”, na tradução literal), da pesquisadora Claire Hughes, do centro de pesquisas familiares da mesma Universidade. O que mais chamou foi o quanto ter irmãos pode ter um efeito positivo no desenvolvimento de uma criança, mesmo se a relação entre eles não for tão cordial.

“Na visão tradicional, ter um irmão ou irmã leva uma criança a competir pela atenção e amor dos pais. No entanto, nossas evidências sugerem que a compreensão social das crianças pode acontecer mais rapidamente por causa da interação com os irmãos”, afirma Claire no site da Universidade. Quando a convivência entre irmãos leva à aquisição de repertório sobre como lidar com conflitos e fazer acordos, ela pode ser bastante construtiva.

Segundo a pesquisa, mesmo quando a rivalidade entre as crianças se manifestava em provocações frequentes, constatou-se que os mais novos passaram a ter uma maior compreensão social ao longo dos anos e se tornaram capazes de conversar sobre seus sentimentos quase de igual para igual com os mais velhos.

5. A ordem de nascimento pode influenciar a personalidade

O psicólogo Kevin Leman afirmou, no livro “The Birth Order Book” (“Livro da Ordem de Nascimento”, na tradução literal), que a ordem de chegada na família afeta a personalidade de uma pessoa que tenha irmãos – e até mesmo as que não têm. Mas de acordo com Marina Vasconcellos, tudo dependerá dos pais e da expectativa que colocam no filho desde que nasceu.

Segundo Ivete Gattás, a influência pode simplesmente surgir pelo fato de cada irmão nascer em diferentes épocas emocionais ou econômicas dos pais. “Não acredito que tenha tanto a ver com a ordem, mas sim, com como os pais estão naquele momento. Quando se tem um primeiro filho, há muita expectativa e insegurança. Quando chega o segundo, você está mais tranquilo”.

A especialista acredita que há mais especulação do que ciência ao redor dessa premissa, mas o comportamento dos pais diante de um ou outro filho pode naturalmente colaborar para que um seja mais independente e o outro, mais exigente consigo mesmo.

Texto: Renata Losso, especial para o iG São Paulo |

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Dicas da Dirce: Virtudes para todas as idades

Dicas da Dirce: Virtudes para todas as idades: Respeito, honestidade, generosidade, tolerância, solidariedade, otimismo. Embora muita coisa venha mudando rapidamente, os valores étic...

Virtudes para todas as idades


Respeito, honestidade, generosidade, tolerância, solidariedade, otimismo. Embora muita coisa venha mudando rapidamente, os valores éticos e universais permanecem e são fundamentais para o ser humano, em qualquer tempo ou espaço. No caso das crianças e dos adolescentes, os valores precisam ser ‘plantados’ pelos pais em meio às cenas do cotidiano. É dessa forma que as pessoas aprendem a colocar em prática conceitos éticos fundamentais de convívio, como gentileza, respeito, consideração, cooperação e solidariedade.

Entretanto, muitos especialistas reconhecem que, hoje, existe uma certa dificuldade em transmitir esses conceitos, em razão da grande quantidade de informações veiculadas diariamente, que reforçam a crise de valores essenciais e escancaram comportamentos antiéticos, como corrupção, falcatruas, atos de desrespeito às diferenças, aos mais velhos etc.

A competição e a cooperação são exemplos de valores. Alguns geraram guerras, holocaustos e discriminação racial. Outros construíram a democracia, a proteção à natureza e os direitos humanos. Existem conceitos éticos que sempre permearam diversas culturas em diferentes períodos da história. São os chamados valores universais.

Existem várias formas que permitem aos pais transmitirem esses valores a seus filhos. Um deles é reservar de 10 a 20 minutos por semana para uma boa conversa, com TVs, computadores e celulares desligados, para desenvolver aqueles conceitos que deseja. Trata-se de um momento em que os pais podem separar histórias para contar ou escolher alguma atividade prazerosa, que possa gerar uma discussão. Nessa hora, o importante não é dizer o que é certo ou o que é errado. Vale fazer perguntas, induzindo a criança à reflexão. Esse tipo de “atividade extra”, no entanto, não desvaloriza a informalidade, as brincadeiras e os bate-papos em família que acontecem diariamente.

Confira, a seguir, uma série de dicas e sugestões para criar seus filhos com valores essenciais e atitudes éticas.

Amizade
Os pais podem e devem ajudar os filhos a formar amizades, mas sem se intrometer demais. Por exemplo: organize brincadeiras com os amigos de seus filhos e idas a parques ou clubes, se eles forem pequenos. Quando são maiores, incentive-os a convidar os amigos para irem à sua casa ou para alguns passeios em família. A melhor maneira de desenvolver amizades é proporcionar atividades que os agradem.

Amor à Natureza
Mesmo no estreito limite de um lar, pais e filhos podem organizar campanhas para economizar água, reciclar lixo, limpar trechos de uma praia, evitar o desperdício etc. E mais: faça um passeio pelo campo ou por uma praça, sugerindo fotos de animais, árvores vistas de perto ou olhadas como integrantes de uma paisagem.

Auto-conhecimento
As crianças adquirem um senso mais apurado de seu próprio lugar no mundo quando passam a conhecer as tradições familiares. Elas amam ouvir histórias sobre si mesmas, pois, de alguma forma, esses relatos enfatizam o quanto o protagonista (elas mesmas) é especial para o narrador (os pais).

Cooperação
As crianças se sentem incentivadas a cooperar quando percebem que os pais compreendem o ponto de vista delas. Assim, elas se dispõem a ouvir e a trabalhar para solucionar o problema. Para isso, expresse compreensão pelo modo como seu filho pode estar se sentindo. Verifique com ele se a sua percepção está correta e demonstre que o entende. Não é preciso concordar. Exponha seus sentimentos. Pergunte se estaria disposto a trabalhar numa solução junto com você e se ele tem alguma idéia sobre o que fazer no futuro para evitar o problema. Se não tiver, apresente algumas sugestões e veja com o que ele concorda.

Coragem
É uma virtude essencial. Uma criança mostra-se valente quando assume libertar-se da chupeta ou quando cede à injeção dolorida. Uma maneira admirável de despertar uma criança para isso é sugerir ‘metas’ e propor desafios. Por exemplo: “Vamos explorar o parquinho? Eu vou acompanhá-lo(a), mas você será o chefe da exploração. Você escolherá as trilhas e eu faço uma relação de itens que deverão ser observados e, ao final de nossa exploração, você poderá responder a uma porção de perguntas que farei sobre eles”. Inclui-se na lista, por exemplo, onde estava uma árvore bem alta? Qual o tronco mais grosso? Esse tipo de atividade impulsiona a criança ao prazer da aventura e da descoberta, desperta-lhe o sentido de liderança, mas garante a segurança de um acompanhamento e de intervenção, se necessário.

Honestidade
Uma boa maneira de ensinar este valor é enfatizar e elogiar quando seu filho ou alguma pessoa próxima demonstra essa qualidade. Para isso, é fundamental criar momentos relaxantes, que gerem conversas em que as crianças falem sobre o que está acontecendo em suas vidas. Dedique pelo menos uma parte do dia aos seus filhos: pode ser caminhar até o ponto de ônibus, estar presente na hora do jantar, ou reservar dez minutos para conversarem na hora de ir para a cama.

Paciência
É muito bom que uma criança coloque suas emoções em uma espera, mas ter paciência é algo que deve ser cultivado e aprendido. Uma forma de trabalhar a ansiedade é conversar calmamente sobre a possibilidade de que ocorra ou não o que ela tanto espera. Por exemplo, se a criança aguarda o resultado de uma decisão esportiva, eis uma oportunidade muito boa de conversar com ela sobre a eventualidade da vitória ou da derrota.
Coloque para ela algumas questões: “Claro que é gostoso ganhar, mas, por acaso, quando uns ganham, outros não perdem?”; ou “O que significa, para você, perder?”; ou “O que seria, para você, uma perda muito maior do que a derrota de seu time favorito?”.

Persistência
Vencer um desafio ou alcançar um objetivo são situações que inspiram orgulho, confiança e amor-próprio. O segredo para ajudar seus filhos a entenderem que o sucesso é alcançável está na definição que você dá à palavra realização. Incentive-os a buscar a excelência mesmo nas tarefas modestas. Elogie sua persistência e técnica, assim como suas realizações nos esportes, artes, voluntariado e estudos. As pequenas conquistas os convencerão de que são capazes de fazer bem qualquer coisa. Mas lide de forma pragmática com as frustrações. É necessário aprender a subir e a cair para conseguir progredir.

Respeito
Esse valor entre as pessoas deve ser aprendido desde os primeiros meses de vida. Uma das formas de ensinar o respeito é os pais colocarem em prática as estratégias de resolução não-violenta dos conflitos em relação a si mesmos e às crianças. Isso quer dizer: acalmar-se, escutar, utilizar uma linguagem respeitosa, diferenciar o problema da pessoa, saber defender as posições respeitando os sentimentos da outra parte, saber pedir desculpas quando se comete uma falta e buscar acordos.

Responsabilidade
Na educação para a responsabilidade, as conseqüências são muito mais eficazes do que os castigos. Isto é, primeiro os deveres, depois os prazeres (‘quando terminar o trabalho da escola, você pode ver TV’); estragou, tem de consertar (‘sei que você não derramou o suco de propósito, mas precisa limpar esta mesa’); usou, tem que colocar no lugar (‘pegue a calça que você jogou no chão e ponha no cesto de roupa suja’).
A conseqüência tem uma ligação lógica e imediata com o que foi feito de errado ou deixou de ser feito, com o propósito de corrigir o erro ou a omissão. Precisa ser enunciada com firmeza. Cumprir a conseqüência determinada é condição para desfrutar os privilégios desejados.

Para assistir, ler e aprender
·         Sugestões de filmes e livros que tratam sobre valores universais
·         Irmão Urso, desenho animado da Disney. Kenai é um jovem que é transformado em urso e aprende importantes lições de vida.
·         Formiguinhaz, desenho da Dreamworks sobre Z, uma formiguinha questionadora, que procura um lugar melhor para viver. Aborda o respeito à vida.
·         O Tesouro das Virtudes para Crianças, de Ana Maria Machado (Ed. Nova Fronteira). Coletânea de textos de Machado de Assis, Olavo Bilac e outros.
·         Viagem pelo Brasil em 52 Histórias, de Silvana Salerno (Ed. Cia. das Letrinhas). Reúne lendas e contos populares tradicionais de nosso país.
·         O Livro das Virtudes para Crianças, de William J. Bennett (Ed. Nova Fronteira). Coletânea de contos e poemas sobre os bons valores.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Não deixe o desânimo contagiar sua vida



PUBLICADO POR WILLIAM MAZZA EM 02/06/2011
Gostaria de pensar o contrário, mas a vida é difícil a beça. Temos que dar conta de tantas frentes: emocional, profissional, amorosa, familiar, etc. E ainda precisamos ser bem-sucedidos. Tarefa inglória, diga-se. Meu artigo de hoje é para os que estão tristes e pensando em desistir mediante alguns fracassos ou armadilhas que a vida vem aprontando sistematicamente. Quero trazer uma palavra de ânimo.

Vida emocional. O ambiente familiar tem grande participação nesse aspecto. Pais opressores podem ter causado feridas emocionais profundas na auto-estima de muitas pessoas. Não há alternativa: tente libertar-se. Sei que é difícil, mas sofrer a vida toda também não é a melhor opção, não acha? Procure identificar as feridas e perdoe os causadores de tanta dor. Seja maior do que retaliar ou afastar-se, simplesmente. E claro, quando for sua vez, aja diferente e não perpetue o modelo que lhe infligiu sofrimento.
De repente, em seu caso, você sofreu uma perda de alguém querido. A dor não atenua, não diminui nem parece ter prazo de validade. O tempo passará e ficarão apenas as boas lembranças. Tempos que não retornarão nunca mais. Apegue-se a esse sentimento como força para continuar vivendo. Use toda força dessa saudade como elemento para ajudar outros. A pior resposta é a que leva à inação. Certamente, a pessoa amada jamais iria querer vê-lo nessas condições.

Vida profissional. Nossa, como dá trabalho ganhar o “pão nosso de cada dia”. O desemprego é o monstro que mais assombra um pai de família. As contas não param de chegar, enquanto os rendimentos inexistem. O extrato bancário só tem débitos, nunca créditos. Tenha ânimo. Depois de décadas de recessão, estamos iniciando um ciclo de crescimento que há muito não se via no país. Já há falta de mão de obra. Temos o pré-sal, os investimentos estrangeiros, além da Copa e Olimpíadas. Informe-se e veja como pegar esse bonde que está em movimento. Esteja pronto para mudar de atividade e cidade de domicílio. A hora é essa!
Alguns outros, e esse pode ser seu caso, são honestos e trabalhadores mas a vida profissional não deslancha. Pare de se culpar por isso. Continue trilhando o caminho do trábalho árduo e da vida decente que, mais cedo ou mais tarde, sua hora chegará. Se você permitir o desânimo tomar conta de suas atitudes, eu garanto que aí sim você não irá longe. Procure animar-se e colocar um sorriso na cara, que já é uma ótima oportunidade para recomeçar.
Quem está empregado, pelo amor de Deus, pare de reclamar e agradeça diariamente a oportunidade de estar apto ao trabalho.

Vida amorosa. Ai, ai, quem sou eu para aconselhar alguém? Já fiz tantas bobagens nesse quesito, que penso ter aprendido alguma coisinha das pancadas dadas e levadas. Vamos lá: vejo namoros pouco promissores andando bastante capengas. Não se iluda, casamento não melhora nada o relacionamento de ninguém. É do namoro para menos. Se o namoro é ruim, não vai ser o casamento que resolverá o assunto. A emenda sai pior que o soneto.
Quanto aos casados que vivem problemas, acalmem-se. Todos têm. Não é só seu marido que é assim, nem somente sua esposa que é assado. Você não está sozinho nessa labuta. Faça o melhor para manter seu compromisso assumido, já que eventuais separações trazem consigo muita dor e sofrimento, principalmente aos que nada tem a ver com isso. Isso está muito longe de ser fácil, entretanto, ninguém foi obrigado a se juntar a ninguém [acho...].

Vida familiar. É o produto das três anteriores. Dedique tempo aos seus. Seu emprego é importante e o futebolzinho de sábado é muito legal, eu sei, mas toda ausência carrega em si um preço cuja fatura pode tardar, mas chegará. Pode ter certeza. Por outro lado, não falo de quantidade e sim qualidade. Uma hora bem aproveitada vale mais que oito de simples presença corpórea. Invista seu melhor.

Se o post terminasse aqui, estaria fazendo auto-ajuda. Olha, então, que notícia boa vou lhe dar: Jesus sempre soube que passaríamos por aflições na vida, mas nos pediu otimismo, pois vencera o mundo. Ou seja, não há situação em que ele esteja distante de nós, ou que possa lhe fazer frente. Com seu amor incondicional está pronto a confortar, aconselhar e nos proporcionar vitórias pessoais. Jesus é gente como gente deve ser (palavras de Ariovaldo Ramos). É o exemplo de conduta de vida que agrada a Deus. Imitá-lo, portanto, é atitude sábia para quem tem dúvidas sobre como ser e o que fazer.
Ok, está desanimado demais para isso? Então, ore. Coloque-se humildemente diante do Pai e tenha fé. A tempestade vai passar e, no futuro, você ajudará outros a se reerguerem. Cerque-se de pessoas que lhe querem bem e compartilham de sua esperança. É o que de melhor tenho a dizer. Espero que ajude.
Mas e a vida espiritual, não vou dizer nada? Na verdade, não consigo dissociá-la das demais. Aliás, tenho muito medo de aberrações que podem surgir a partir dessa possível divisão. Para mim, é tudo uma coisa só!
William Mazza é engenheiro, cristão e colaborador do BereiaBlog
siga-o no Twitter: @wmazza

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